Domingo, 22 de Junho de 2008

A era Scolari

Às vezes parece que as pessoas se esqueceram o que era a selecção antes de Scolari, em que as convocatórias eram manifestamente em função de empresários e clubes mais influentes, bem como tudo era muito mal planificado. Tirando as participações meritórias do mundial de 66 e euro 84 não participámos mais nenhuma vez antes disso.

Em 86 no mundial do méxico até greve fizeram, o célebre problema de "saltillo". Em 1988, 1990, 1992, 1994 não nos qualificámos, esta última já com a "geração de ouro" e o grande treinador Carlos Queiroz.


1996 caímos aos pés da República Checa uma outsider na altura, recordo-me que nos quartos do final as casas de apostas davam a vitoria de portugal quase como garantida já que eram as odds mais baixas de todos os 4 jogos .

Em 1998 culparam o árbitro por ter expulso o Rui Costa por segundo amarelo, quando ele até voltou para trás para se despedir de um colega, isto depois de já ter sido avisado, acho que demorou quase tanto tempo como na despedida no estádio da luz. No Euro 2000 chegámos às meias finais mas novamente se culpa o árbitro por ter marcado um penalty clarissimo, que até colocou justiça no resultado tal era o banho que o campeão mundial em 1998 Zidane e companhia nos estavam a dar.

2002, o mundial da desorganização, da convocatória dos amigos (Vitor Baia passou a epoca lesionado, Paulo Sousa já não conseguia correr, frechaut, kennedy nem vou comentar...) e mais uma vez caímos vergonhosamente na fase de grupos (estados unidos, polonia e coreia). Isto era Portugal até ao Scolari...

Ele chegou e colocou Portugal no caminho certo, neste momento somos respeitados. Ele conseguiu mudar imensas coisas na selecção e nós antes eramos primitivos, basta lembrar os escandalos das meninas (paula) no hotel da selecção, na preparação do mundial 2002 em que fomos preparar o campeonato para Macau com um clima muito diferente do que tava a acontecer na coreia.




Certo que temos bons jogadores e que em alguns jogos tivemos sorte (nomedamente os penaltys contra inglaterra em 2004 e 2006), que as substiuições dele eram por vezes muito conservadoras e era teimoso em relação a alguns jogadores, mas uma coisa é certa ele mudou o mais importante, a organização, a mentalidade. Neste momento levam nos a sério quando entramos nas competições para não falar que agora qualificamo-nos sempre... não vai assim à tanto tempo em que estávamos no mesmo grupo da Bélgica e não conseguiamos nos qualificar...
Depois de uma final no euro 2004 e de um 4º lugar no mundial, caímos nos 4ºs de final frente à Alemanha (tri campeã mundial , Tri campeã europeia finalista do mundial 2002 e 3ª no mundial 2006) por 3-2 num jogo decidido em 2 bolas paradas. Penso que deixámos uma imagem de que praticamos um bom futebol mas que perdemos com uma selecção que também tem aspirações na prova.

Uma coisa é indubitável a selecção será sempre marcada pelo antes o depois de LUIS FELIPE SCOLARI...

Obrigado Felipão

JVA

fotos:
http://chutonachincha.blogs.iol.pt/2007/6/

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

O mérito de Paulo Bento

A carreira de Paulo Bento como técnico do Sporting tem sido feita de altos e baixos. Tão rápido é elogiado, como no dia a seguir é vaiado. Diga-se em abono da verdade que Paulo Bento não tem o dom da palavra, nem do discurso, não é um primor táctico, nem evoluiu já tudo o que tem para evoluir, mas também é certo que não ganha, nem exige como outros.


A época do Sporting é marcada por altos e baixos. Feitas as contas, o Sporting venceu a Supertaça, foi finalista vencido da nova Taça Carlsberg, apurou-se directamente para a Champions, foi a equipa portuguesa com melhor carreira europeia e está no Jamor. Muitos dirão que é muita parra e pouca uva, mas também é certo que o Sporting conseguiu criar sempre a dúvida nos adeptos que tiveram sempre a esperança, em todas as competições, à excepção do campeonato, de poder chegar ao objectivo principal.

Fazendo uma análise fria das condições de que dispõe um treinador do Sporting para chegar ao êxito, afirmo convictamente que não é possível, ou será pelo menos muito díficil, fazer melhor. O Sporting tem boas condições de trabalho e um presidente que aposta desde o ínicio do seu mandato na confiança num único treinador. E porque não apostou noutro? Porque não o trocou entretanto?


A resposta parece-me óbvia. Poucos treinadores aceitariam treinar uma equipa canditata a títulos, com prestígio e visibilidade em troca das condições oferecidas pelo clube leonino. Desde logo, poucos seriam os treinadores a aceitar o cargo de técnico do Sporting a troco do modesto ordenado que Paulo Bento aufere. E o próprio Paulo Bento aceitou-o, pois era um treinador em ínicio de carreira e viu nesta ocasião, uma oportunidade para lançar a sua carreira.

Depois poderemos analisar os activos postos à disposição do técnico leonino. Muito se diz e com razão, que o SCP é uma fábrica de talentos, mas é também certo que uma equipa não se faz de miúdos. É preciso fazê-los crescer e quando isso acontece, quase sempre em Alvalade, as propostas de milhões de euros são demasiado sugestivas e irrecusáveis, tudo em nome do rigor financeito e da recuperação das contas.


Com efeito, é indesmentível que Veloso e Moutinho são jogadores que qualquer clube ambiciona ter nas suas fileiras e que Patrício, Pereirinha, Djaló e Adrien poderão vir a tornar-se valores seguros do nosso futebol e ainda que Vukcevic e Izmailov são e serão ainda melhores jogadores, isto apenas para citar alguns exemplos.

Contudo, para um clube que tem ambições em todas as provas em que entra, é preciso um pouco mais. Carlos Freitas fez ainda assim os impossíveis para encontrar “mais valias baratas” para integrar o plantel, mas salta à vista que o plantel do Sporting é demasiado curto para tanta ambição. A aposta em Farnerud e em Purovic em certas alturas da época, não passaram de necessidades da equipa e não de teimosias de Paulo Bento, como muito se disse e escreveu.


Numa época longa e inseridos em várias competições, os leões não poderiam alinhar sempre com o mesmo 11. A juntar a tudo isto, não esquecer as ausências por lesão de Vukcevic, Djaló e Derlei, que diminuiram em muito a margem de manobra técnica de Bento.


Ao longo da época, a equipa do Sporting pareceu em certos momentos, cansada, praticando um futebol triste e sem imaginação, tudo porque os protagonistas tinham de ser sempre os mesmos. Muito fizeram eles. No entanto, feito o balanço, Bento colocou a equipa no 2º lugar do campeonato, fazendo uma notável recuperação, quando já poucos acreditavam, chegou à final da Taça Carlsberg, onde só caiu nos penalties, perante um Vitória, que só se preocupou em arrstar o jogo para a marcação dos onze metros. A juntar a isto, o Sporting fez ainda uma boa campanha europeia, onde só sucumbiu perante o cínico, feio, mas prático Rangers e garantiu o lugar na festa di futebol, no Jamor no próximo Domingo.


Atendendo às circunstâncias, o trabalho de Paulo Bento, não sendo brilhante, é francamente positivo. Não o considerando um treinador de elite e tendo dúvidas que o venha a ser no futuro, tenho no entanto grande expectativa em o ver fazer uma época com um plantel mais forte e equilibrado. Se conseguir manter a actual estrutura do plantel e lhe possibilitarem a contratação de ¾ jogadores do nível e com a experiência de Roca, para contrabalançar com a juventude e irreverência do restante plantel, estou em crer que teremos um Sporting bem mais forte na próxima época e que Paulo Bento mostrará finalmente que não é apenas um treinador para fazer os mínimos e que também poderá alcançar os máximos, assim lho permitam e para isso lhe dêem condições.

(imagem: http://munhanha.no.sapo.pt/Tomem%20l%E1.jpg)
BL

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

O porquê de apoiar as equipas portuguesas nas provas da UEFA

Quero que este texto seja um elemento para mudar a mentalidade que gira à volta do futebol português e pensarmos no futebol português como um todo, percebendo os efeitos do sobe e desce referente ao ranking da UEFA.

Na minha opinião Portugal tem todas as condições para se instalar a médio prazo no 6º lugar da UEFA que seria óptimo e essencial para a competitividade interna bem como para o aumento de receitas dos clubes aumentando assim a qualidade dos planteis e dos espectáculos proporcionados
Temos dois Rankings que interessam, o ranking referente aos países e o ranking referente às equipas. O primeiro tem como base o desempenho das equipas nas provas europeias durante 5 anos. Durante esse período cada equipa recebe dois pontos por vitória e um ponto por empate (Nos jogos de qualificação os pontos são divididos ao meio. Para além destes pontos existem bónus de qualificação, 3 pontos pela qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões, e 1 ponto pela passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões. A passagem aos Quartos de final, Semi-finais e Final aqui quer da Liga dos Campeões quer da Taça Uefa também tem direito a 1 ponto. A soma dos pontos acumulados por cada uma das equipas numa época é dividido pelo número de equipas daquela liga que participaram nas competições europeias.

O coeficiente dos clubes serve para definir se um clube é cabeça de série ou em que pote fica na fase de grupos da Liga dos campeões. É determinado pelos resultados do clube nas competições europeias durante 5 épocas acrescido de 33 % do coeficiente nacional, ou seja todos os pontos conquistados por clubes portugueses acabam por ser contabilizados para todas as equipas. Esta fórmula serve também para os clubes que nunca foram ou que não se qualificam todos os anos terem sempre um ranking definido (os pontos obtidos pelo clube nas rondas preliminares das competições europeias não entram no cálculo).

Portugal é um país que precisa de um campeonato competitivo e de receitas, porque se o futebol é um espectáculo necessita de dinheiro para contratar bons artistas, porque só estes fazem pessoas irem ao estádio ou comprar produtos de merchandising.

O 6º lugar no ranking dá direito a 2 clubes com entrada directa na liga dos campeões, mais um clube na 3ª pré-eliminatória. Por isso deve ser essa a nossa meta de nos mantermos nesse lugar e só o conseguiremos se 2 dos três grandes todos anos fizerem boas prestações, e dentro do nosso campeonato alguns clubes se consolidarem de maneira a terem boas prestações constantes nas competições na Uefa para subirem também no ranking de maneira a serem cabeças de série e ajudarem a ganhar pontos para o “bolo comum”. Porque se iniciarmos uma época com 6 equipas e 5 forem eliminadas na primeira eliminatória, os pontos da única equipa que fique em prova serão sempre divididos por 6. Esta época até nem foi má dado que os 3 grandes fizeram prestações razoáveis e o Braga fez uma prestação meritória.

Na época 2009/2010 iremos perder o 2º lugar directo na Liga Milionária passando mais uma equipa para a Taça Uefa. E para o ano vamos perder o ano que da vitória do Porto na Liga dos Campeões é essencial fazer uma óptima campanha europeia,.

A meu ver devemos querer recuperar a nossa posição do ranking já que os países que estão a competir com Portugal são Rússia (6º lugar), Roménia (7º) Holanda (9º) são países que nós em potencia somos superiores. Consequentemente, não devemos ficar contentes por um clube ser eliminado ou não ser qualificado para a Liga dos Campeões, isso é errado. Já que quanto mais dinheiro tiverem os rivais mais dinheiro circulará no nosso campeonato, mais facilmente se investirá porque o rival investiu, devemos sim querer ganhar porque somos mais fortes ao invés dos outros serem mais fraco.


JVA

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Jogador ao Raio x (III)

Escrevemos hoje no âmbito da nossa rubrica que visa realçar as afirmações/revelações da nossa Bwin Liga, sobre Robson Severino da Silva, defesa-central do Vitória de Setúbal.

De facto, a carreira do Vitória Sadino tem de se alicerçar em alguém. Claro que uma boa campanha terá sempre por base um bom grupo, um esforço conjunto, mas Robson é um dos pilares deste Vitória sensacional.

Trata-se de um jogador proveniente do Itabaiana, clube dos escalões secundários brasileiros, tendo chegado ao futebol português na época de 2006/07 para representar o Gondomar do 2º escalão português. Nessa época fez 2610 minutos tornando-se um esteio da formação nortenha que realizou um campeonato tranquilo, e rapidamente despertou o interesse dos responsáveis pela equipa de Setúbal, nomeadamente Carlos Carvalhal que teve de contar os “trocos” para formar o plantel sadino.

De facto Carvalhal viu em Robson as qualidades de um defesa central relativamente rápido, com um tempo de entrada certo, com facilidade de desarme e bom jogo aéreo, características que Robson viria a confirmar ao longo da época, formando com o veterano Auri uma dupla de centrais segura que confere consistência à defensiva sadina.

Nesta época, Robson é o 12º jogador mais utilizado na Bwin Liga (2250 minutos), o que demonstra só por si a importância do brasileiro na equipa que defende, tendo impressionado com uma boa exibição no jogo mais mediático que realizou pelo Vitória, na final da Taça Carlsberg frente ao Sporting, onde protagonizou um duelo interessante com Liedson, tendo levado quase sempre a melhor.

Aos 24 anos, muitos dirão que terá de fazer pelo menos mais uma época a bom nível para justificar voos mais altos (quem sabe um grande), mas é claramente um jogador que pode sonhar com uma transferência para uma equipa com maiores aspirações e com um contrato melhor. A ver vamos senão será mais um valor que o nosso futebol exporta, ou deixa fugir se quiserem.

BL

Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Getafe




O Getafe é um clube pequeno de Espanha, sediado num bairro dos subúrbios de Madrid com o mesmo nome. Demorou muitos anos para ascender ao primeiro escalão do futebol espanhol, mas é hoje uma referência numa das mais importantes ligas do Mundo e já começa a dar cartas na Europa do futebol.
Este clube é um exemplo de organização e vem realizando grandes temporadas nos últimos anos, coroada com o apuramento para a Taça Uefa deste ano. No entanto o seu sucesso não se baseia num grande investimento ou em grandes valores individuais, o Getafe tem um dos orçamentos mais baixos de Espanha e aposta sobretudo em jovens formados na sua cantera ou na do seu todo-poderoso vizinho Real Madrid.
Aproveita assim as sobras dos colossos espanhóis e junta-os a alguns veteranos, criando uma mistura interessante que aliada ao seu espírito colectivo se revela uma fórmula de sucesso. É interessante verificar que as boas prestações do clube nos últimos anos não serviram para promover muitos jogadores e conseguir transferências milionárias…estranhamente o Getafe parece um viveiro de…treinadores!! É isso mesmo, os últimos treinadores do Getafe saíram valorizados da sua passagem pelo clube e conseguiram ascender a clubes de outra dimensão e que lutam por objectivos diferentes. Assim sucedeu com Quique Sanchez Flores e, posteriormente, com Bernd Schuster. Poucos foram efectivamente os jogadores que chegaram ao estrelato depois de passarem em Getafe, mas Sanchez Flores e Schuster podem agradecer ao clube as suas transferências para o Valência e o Real Madrid, respectivamente. Isto baseia-se na cultura do clube de rigor orçamental que, aliada ao sucesso desportivo, faz sobressair os treinadores que passam pelo clube.
Este ano, o Getafe está a realizar, uma vez mais, um bom campeonato, mas é na Taça Uefa que brilha a grande altura. Depois de uma fase de grupos irrepreensível, o clube ficou conhecido dos portugueses por eliminar o Benfica vencendo os dois jogos (2:1 na luz e 1:0 em casa). Para os media e publico em geral, este resultado foi uma decepção e um fracasso das águias, mas isso deve-se em parte ao desconhecimento sobre o verdadeiro valor desta equipa. O Getafe tem um grupo forte, unido e que sabe o que tem de fazer dentro do campo, o que faz dela uma equipa muito difícil de bater.
Ultrapassado o Benfica, ditou o sorteio que o Getafe teria de enfrentar o Bayern Munique, principal favorito à conquista da Taça Uefa. Os alemães sorriram e Beckenbauer, presidente dos bávaros, quando questionado sobre o que conhecia do seu adversário, respondeu simplesmente “nada”. Isso deixou os jogadores do Getafe feridos no orgulho, chegando alguns deles a afirmar que no final da eliminatória o kaiser lhes pediria autógrafos. Quinta-Feira jogou-se a primeira mão em Munique e o resultado foi 1:1, pelo que o Getafe está agora em vantagem na eliminatória e já conseguiu amarelar o sorriso dos alemães…
E o homem de quem mais se fala neste sucesso é, claro, o seu treinador Michael Laudrup.

DBA

imagens retiradas de :

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

O(S) IGNORANTE(S)

«Peço desculpa, mas não sei nada de nada. Mas para estarem nessa fase têm que ser uma boa equipa. Vamos ver uns vídeos esta noite»

Esta frase foi dita por Brahim Hemdani, jogador do Glasgow Rangers, do qual, peço desculpa, mas não sei nada de nada. Antes de mais, é necessário questionar a preparação do Rangers quando na véspera de um jogo há um jogador que demonstra tanta ignorância relativamente ao adversário.

Se há 8 anos tivessem dito que não conheciam nada do Sporting era, minimamente,
compreeensível: o clube estava há muito tempo sem ganhar o campeonato e nas provas europeias desde 90/91 que não fazia nada de especial. No entanto, de então para cá o Sporting ganhou duas vezes o campeonato e chegou à final da Taça Uefa. Alguns dos jogadores que estiveram presentes nessa campanha europeia ainda fazem parte do actual plantel.

Então mas porque é que ele não sabe nada do Sporting? Porque é que, ao contrário, nós que acompanhamos o futebol em geral nos lembramos assim de cabeça de 4/5 jogadores do Rangers (agora 6 com o coitado do Brahim)?

A razão é esta: o futebol português não se sabe “vender” e promover! Isto vem um pouco na linha do que foi analisado no último post deste blog.

Os espectáculos são maus e o futebol fora das quatro linhas está envolto numa névoa.

Exportamos jogadores mas não exportamos o principal: o nosso campeonato. Quem é que quer saber na Escócia se o Porto vai em primeiro com 16 pontos de avanço, se o Benfica deve jogar em 4-4-2 ou em 4-4-3 e se o melhor companheiro para o Liedson na frente de ataque é o Djaló ou o Tiuí?!

O que interessa é: quem despontou no Sporting este ano, qual foi a figura do Porto na conquista do campeonato, etc. É ver quem é o próximo a sair...

E depois continuamos com o nosso campeonato mediano. O nosso único momento de promoção foi o Euro 2004. E, como foi já referido no post anterior, quando se pensava que tudo iria mudar para melhor deu-se uma volta de 360º e tudo voltou exactamente ao mesmo sítio.

E o que fazem os dirigentes dos clubes, a Liga, a FPF e a Olivedesportos (sim em Portugal esta empresa é uma verdadeira instituição do futebol*) para mudar isto? Absolutamente nada! Porque vamos mudar se está tudo tão bem?!

Por isso, pelo menos, espero que no final desta eliminatória o Sporting seja mais conhecido em terras escocesas, ganharia o Sporting, ganharia Portugal e ganharia o Brahim (vulgo Hemdani) mais cultura futebolística


*Assunto que retomarei noutro post
CRA


imagem:
http://sic.sapo.pt/NR/rdonlyres/0C7D1BC3-D6C3-4D20-B621-D35A6106DAEA/309384/a011cc68d7ef47e9bc974b8ecae98011.jpg

Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

O EFEITO DO EURO 2004 NO FUTEBOL PORTUGUÊS



O Euro 2004 pôs Portugal nas bocas do Mundo, não só pelo título de vice-campeões conquistado pelos comandados de Scolari, mas também pela capacidade organizativa que o país demonstrou. De facto, tudo correu bem e há que dar os parabéns a quem idealizou tamanha organização.

No seguimento do que foi dito, e volvidos 4 anos, à partida seria um contra senso dizer que o Euro 2004 pouco ou nada de positivo trouxe ao nosso país. De facto, os portugu
eses continuam a pagar o orgulho megalómano de meia dúzia de pessoas que quiseram mostrar um país que não existe. Mas não abordaremos a questão na perspectiva financeira, já que, isso terá lugar noutros espaços de discussão e reflexão.

Do ponto de vista desportivo, a construção de 10 estádios parecia excessiva e foi de facto. A UEFA não exigia tantas obras de arte e a “coisa” tinha-se feito na mesma com qualidade acima da média, com uma maior dose de modéstia, que o bom português não consegue ter.

Cometido o “erro”, abria-se uma boa oportunidade para aproveitar tudo de bom que as infra-estruturas construídas e o prestígio nacional poderiam conferir. Contudo, isto só foi conseguido em parte e nem os clubes de maior nomeada tiveram, na pessoa dos seus dirigentes, a inteligência de retirar o máximo proveito das condições criadas.

Não querendo fazer uma análise exaustiva do aproveitamento dos estádios construídos para o Euro 2004, pois não é isso que se pretende, é contudo de referir que um deles (Algarve), serviu apenas para fazer o Euro, um Estoril-Benfica e mais recentemente um Rali e a final da Taça Carlsberg. É o exemplo da má gestão dos governantes portugueses. É um mau planeamento por duas razões. Não há um clube algarvio forte na actualidade e no dia em que houver (se houver), não se identificará certamente com o recinto. É um espaço condenado à organização de ralis e de finais. “Para inglês ver”, não bastava o Estádio Nacional?

No caso do estádio de Leiria, que no próximo ano passará a “assistir” a jogos da Liga Vitalis, é triste o cenário que se vive nas bancadas, quando a União de Leiria actua em casa. Nem as cadeiras multicolores disfarçam tamanha tristeza.

O Estádio onde habitualmente joga o Beira-Mar em sua casa está destinado também a receber jogos de ligas secundárias. O estádio de Coimbra, nem com a força estudantil verifica enchentes. No “Bessa” a situação não muda, apesar do aparente renascimento da raça da “pantera”. Em Braga e Guimarães, apesar da melhor fase porque passam os clubes das respectivas cidades, os adeptos que vão aparecendo são os fiéis, os que estão sempre presentes. Não se verifica uma “colagem” da população ao clube da terra e até António Salvador, presidente bracarense, já o frisou.

No que aos chamados grandes diz respeito, alguém percebe porque é que “Luz”, “Alvalade” e “Dragão” quase nunca enchem? Falta de adeptos não será com toda a certeza. Carreira dos respectivos clubes? Não explica a pouca adesão nos jogos do quase tri-campeão nacional. Pouca astúcia dos dirigentes? É bem possível.

A seguir mostramos alguns dados estatísticos que confirmam o que acima foi dito:





A análise dos dados levam a concluir que nem tudo foi bem pensado nesta reestruturação do futebol português. Houve de facto uma reestruturação das infra-estruturas, uma “renovação de betão” que não foi contudo bem pensada, mas que é sempre de louvar, pois devemos todos acreditar que foi feita com o único intuito de maximizar as potencialidades do desporto português em geral e do futebol em particular e não tendo em conta outros interesses menos vantajosos para a estrutura desportiva nacional.

Contudo há uma renovação que tarda em fazer-se no futebol nacional, que é a renovação de mentalidades e de pessoas. Com as infra-estruturas existentes, tinham os responsáveis a obrigação de fazer encher os estádios. Porque não o fazem se vivemos num país onde a brincar (ou talvez não) se diz que “os maridos batem nas mulheres” se o clube de que são fanáticos torcedores perder? Porque não conseguem fazê-lo, se o país pára quando joga a selecção nacional? Porque não foi aproveitada a onda de euforia que o Euro 2004 incutiu nos portugueses? Porque não o fazem se vivemos num país onde constantemente se ouve dirigentes a fixar objectivos para o número de associados do seu clube? O povo português pode gostar de política, religião, economia, mas gosta acima de tudo de futebol. O gosto pelo “desporto-rei” percorre todos os sectores da sociedade e todos os estratos sociais. Se puderem, todos os portugueses querem ir à “bola” no Domingo à tarde.

Na nossa modesta opinião, os responsáveis desportivos têm de ser capazes criar condições para que os estádios encham e o futeb
ol seja uma festa. Desde a garantia de segurança, para que se possa ir ao futebol em família, passando pelos preços dos bilhetes e pelas horas a que os jogos se realizam, acabando na mentalidade instalada (que deve “desinstalar-se”), de que no futebol a corrupção reina, toda uma revolução deve ser feita. Como um célebre dirigente de um grande disse há uns anos, o futebol precisa de um 25 de Abril. Precisamos de dirigentes que sejam capazes de transpor a realidade da selecção nacional no Euro 2004 para a sua “casa”. Se cada um conseguir mobilizar e fidelizar cidades em torno dos objectivos do seu clube, por mais modestos que sejam, os estádios passarão a ser palcos de festa, os clubes crescerão e afirmar-se-ão além fronteiras, os adeptos terão ainda mais orgulho nas suas cores clubísticas e nacionais e o país, quer queiramos quer não, poderá e muito beneficiar com isso. Assim todos o queiram e assim todos trabalhem e bem com esse objectivo.


fotos retiradas de:http://www.thita2.blogger.com.br/abertura.jpg
http://concavidades.blogs.sapo.pt/arquivo/euro2004.jpg

BL

Sábado, 29 de Março de 2008

Lenda do Futebol (I)



A nossa nova rubrica Lenda do futebol Mundial quanto a mim só podia ser iniciada por um jogador que foi considerado o melhor jogador do século XX, e quanto a mim justamente porque para além da genialidade foi um jogador que ficou conhecido pela longevidade, pela regularidade, pelo fair-play, ao contrário do mais que óbvio seu grande rival quando se discute quem foi o melhor jogador do mundo de sempre. Esse jogador é Edson Arantes do Nascimento mais conhecido por Pelé.


Ele passou por 2 clubes como profissional o seu eterno Santos e o NY Cosmos dos Estados Unidos já em final de Carreira. Venceu tudo o que havia para ganhar pela equipa paulista se no Brasil é óbvio, fora de “portas” venceu 2 Taças dos Libertadores da América em 1962 e 2 Taças Intercontinentais em 1962 e 63. Pela “canarinha jogou 114 jogos e marcou 95 golos sendo 3 vezes Campeão do Mundo de futebol ”(1958,1962,1970) e vencedor de uma Copa América em 1959. É o recordista de golos marcados a nível mundial, marcou 1274 em 1375 jogos.

Mas Pelé era um símbolo a nível mundial para isso basta referir que numa digressão a África em 1969 no decorrer da Guerra Civil que decorria no Congo, foi acordado um período de tréguas entre as duas facções em luta, devido a dois jogos do Santos bem como a deslocação em segurança da referida equipa entre as cidades de Kinshasa e Brazzaville, ao ponto de acontecer a transferência da comitiva do Santos sob a tutela de um exercito para o outro numa região de Fronteira. Tudo para ver Pelé jogar.

Técnica, velocidade, força física, exímio marcador de livres, mas palavras para quê só mesmo visto, convido vocês a assistirem ao filme abaixo e perceberem porque de facto ele foi mesmo o REI…




ps imagem retirada de : http://img.dailymail.co.uk/i/pix/2007/06_02/peleDM2006_468x808.jpg

JVA

Terça-feira, 25 de Março de 2008

JOGADORES EMPRESTADOS PELO SLB EM 2007/2008





Com este texto pretendo reflectir um pouco sobre a questão dos jogadores que o Benfica colocou a rodar este ano noutros clubes e sobre as suas hipóteses de integrarem o plantel principal do clube na próxima época.

Começo por dois estangeiros contratados este ano pelo Benfica e que, na minha opinião, não terão qualquer hipótese de se afirmar de águia ao peito. Falo de Andrés Diaz e Jaílson. O primeiro, argentino, foi contratado ao Rosário Central juntamente com Di Maria, mas depressa se percebeu que não tem a classe nem o talento do seu ex-companheiro e (apesar de se poder queixar de falta de oportunidades)não convenceu e foi recambiado para o seu país. O segundo, brasileiro, foi contratado para ser emprestado ao Sporting de Braga, onde ainda não se afirmou, pelo que se afigura complicado ter uma hipótese na luz.

Quanto aos 3 jogadores emprestados ao Nacional da Madeira (João Coimbra, Fábio Coentrão e Halliche), a situação é um pouco diferente, embora não me pareça que qualquer deles tenha capacidade para se afirmar no imediato no Benfica. João Coimbra é um jovem formado no clube que foi sendo lançado por F. Santos (se é que se pode chamar a isto lançar jogadores) nos minutos de descontos de várias partidas em 2006/2007. O clube resolveu emprestá-lo para ganhar ritmo e hábitos de Primeira Liga, mas ele não se consegue impor como titular dos insulares onde já entrou em rota de colisão com o treinador Jokanovic, e denota alguma falta de rapidez de processos para a posição que ocupa no terreno, pelo que não terá grandes chances, pelo menos no imediato.




Já Fábio Coentrão é um prometedor internacional sub-20 português, considerado o ano passado como melhor jogador da II Liga ao serviço do Rio Ave, foi contratado durante o defeso, depois de muito se falar no interesse do Sporting na contratação. Aposta inicial de F. Santos e depois de Camacho em algumas partidas, Coentrão revelou bons pormenores, mas algumas lacunas físicas que, aliadas à sua inexperiência e uma estranha propensão para se fazer à falta, fizeram com que o clube optasse pelo seu empréstimo. Coentrão tem sido titular nos madeirenses e tem algumas hipóteses de voltar ao Benfica já na próxima época, mas penso que o melhor para a sua evolução seria mais um ano de empréstimo para jogar com regularidade e melhorar alguns aspectos do seu jogo.




Halliche é um jovem central argelino descoberto pelo gabinete de prospecção do slb em Janeiro, sendo de imediato colocado no Nacional, mas está ainda em período de adaptação ao nosso país, pelo que não parece pronto para se afirmar no Benfica.

Já o Desportivo das Aves também recebeu 4 jogadores oriundos do Benfica, 3 deles portugueses e com idade júnior, Miguel Vítor, Romeu Ribeiro e Rúben Lima e um chinês, Yu Dabao, também ele oriundo da equipa júnior da clube. O central Miguel Vítor foi titular dos encarnados no início de época, numa altura em que os centrais do plantel sofreram uma onda de lesões e o brasileiro Edcarlos ainda não tinha sido contratado. O miúdo correspondeu por inteiro, tendo feito grandes exibições e jogado partidas muito importantes, como a de Copenhaga (que valeu o acesso do Benfica à fase de grupos da Liga dos Campeões) e em Milão, frente ao campeão europeu em título. De qualquer forma, o clube optou por o emprestar e contratar um central de qualidade duvidosa (Edcarlos) e manter no plantel outro jogador que nunca justificou a contratação nem o elevado salário que aufere (Zoro). Na minha opinião, Míguel Vítor deveria fazer parte do plantel do Benfica versão 2008/2009.


Já Romeu Ribeiro foi aposta de Camacho em alguns jogos, mas entrava apenas alguns minutos por partida, não sendo fácil nesta altura adivinhar como será a sua carreira.
Rúben Lima é um promissor lateral esquerdo que sobe bem no terreno e cobra bem as bolas paradas, mas falta-lhe melhorar a nível defensivo para poder jogar num clube da dimensão do Benfica, pelo que terá de crescer noutras paragens.


Yu Dabao é um goleador nato, daqueles que vivem para o golo, mas não está a ser muito feliz no seu primeiro ano de sénior, depois de um sensacional campeonato o ano passado ao serviço dos juniores, pelo que as probabilidades de voltar ao Benfica na próxima época serão escassas.

Falta falar dos jogadores emprestado pelo Benfica a equipas estrangeiras, nomeadamente José Fonte, Paulo Jorge e Tiago Gomes.


O primeiro é um jovem central português, contratado ao Vitória de Setúbal e que nunca teve chances na luz, sendo primeiro emprestado ao Paços de Ferreira e este ano ao Crystal Palace. Fonte tem jogado bem em Inglaterra, mas as suas exibições não deverão ser suficientes para um regresso na próxima época.


Paulo Jorge, ex-Boavista, fez um início de época espantoso em 2006/2007 no Benfica, sendo um dos mais influentes jogadores na estratégia de Fernando Santos. No entanto, teve o azar de se lesionar e ficar ausente por algum tempo e, quando regressou, nunca mais teve oportunidades, passando de titular indiscutível a suplente não utilizado ou nem sequer convocado. A estratégia tinha sido alterada e no losango do engenheiro não cabia o repentismo dos extremos. Foi emprestado ao Málaga este ano e tem sido titular indiscutível na equipa, ajudando a mesma a lutar pela subida à primeira liga. Para mim tinha lugar no actual plantel do Benfica, resta saber qual a opinião do futuro treinador encarnado e dos responsáveis do Málaga que decerto tentarão contratá-lo em definitivo.


Já Tiago Gomes é um lateral esquerdo de quem se fala há vários anos, já fez três estágios de pré-época, mas nunca ficou no plantel principal. Roda este ano para ganhar ritmo, mas penso que o deveria fazer no nosso campeonato e não no estrangeiro.

Resta dizer que a política de empréstimos do Benfica é, a meu ver, mal planeada, com os jogadores a serem emprestados a qualquer clube, sem nenhum critério e sem acompanhamento da parte dos responsáveis.


Penso que, de futuro, se deveria estabelecer um protocolo com um clube da zona de Lisboa a militar na II Liga para receber os ex-juniores mais promissores, sendo que o clube deveria dispor de um dirigente que acompanhasse mais de perto as exibições e os treinos destes jogadores para aferir da sua evolução. Por outro lado, os jogadores de equipa principal que necessitassem de ser emprestados para ganhar ritmo, deveriam ser emprestados SEMPRE a equipas do nosso campeonato, nomeadamente os estrangeiros contratados que revelam problemas de adaptação, por forma a se habituarem à forma de jogar em Portugal e pudessem estar mais preparados para regressar ao Benfica no ano seguinte.


A meu ver é um erro contratar sul americanos e depois, quando eles denotam deficiente adaptação, emprestá-los de novo a clubes dos seus países de origem, adiando e não resolvendo o problema. Veja-se o que aconteceu com Roger, Diego Souza e Andres Diaz, apenas a título de exemplo.

(foto retirada de http://dn.sapo.pt/2006/10/16/217745.jpg)

DBA

Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Promete...

No passado dia 9 de Março decorreu a primeira prova do Campeonato do Mundo de Motociclismo. O palco foi o circuito de Losail no Qatar.
As ondas de calor que normalmente se vêem ao fundo da reta da meta, deram lugar aos brilhos das luzes dos holofotes que ressaltavam nas carenagens das motos. Parece estranho ? Talvez. A verdade é que esta prova teve a particularidade de ter sido disputada de noite, o que apimentou ainda mais as expectativas para a mesma.
Falando do que mais interessa, a primeira ideia a retirar da prova, é que Casey Stoner e a sua super Ducati continuam uns furos acima da concorrência mas já há quem com menos dificuldades lhe consiga apertar os calos.
De entre os que fizeram frente ao vitorioso Casey Stoner, é de destacar a prestação do estreante e companheiro de Valentino Rossi, Jorge Lorenzo, que alcançou o segundo lugar do pódio, depois de ter arrancado do primeiro lugar da grelha de partida. Confirmou assim as melhores previsões.
Quem continua a evoluir na sua consistência é o espanhol Dani Pedrosa, que depois de uma prestação menos positiva da sua Honda na qualificação, conseguiu terminar no último lugar do pódio. Este terceiro lugar tem ainda mais mérito, uma vez que o seu companheiro de equipa e campeão do Mundo em 2006, Nicky Haiden, não foi além do 10.º lugar.
Surpreendentes foram as prestações de Andrea Dovizioso e James Toseland, aos comandos de uma Honda e de uma Yamaha respectivamente. Qualquer um deles já deram provas de que são pilotos de grande qualidade, sendo que Dovizioso já foi campeão do Mundo na classe de 125 c.c. e Toseland é “ apenas “ o actual campeão do Mundo de Superbike. Mas ainda assim, enquanto estreantes no Motogp, foram fantásticos os lugares em que terminaram a corrida. Dovizioso em 4.º, à frente de Valentino Rossi, e Toseland em 6.º.
Quanto a Valentino Rossi, apesar do não comprometedor 5.º lugar, esperava-se um pouco mais da mota do italiano. O piloto andou sempre no limite, tendo que batalhar muito para segurar a posição final. A sua exigência em ter pneus Bridegstone não surtiu o efeito que esperava. Recorde-se que, no ano passado, o transalpino justificou, em certa medida, o facto de não ter alcançado o título mundial na sua insatisfação com os pneus Michelin. A realidade é que o seu companheiro de equipa, Lorenzo, com pneus Michelin, ficou em 2.º. Ups...Rossi ! Secalhar o problema não eram, acima de tudo, os pneus.
Abrindo um ponto para falar de desilusões, refira-se as prestações de Loris Capirossi e Marco Melandri, que não foram além dos 8.º e 11.º lugares respectivamente. Melandri, com uma mota que é capaz de ganhar provas terá, de certeza, a oportunidade de mostrar muito mais serviço do que mostrou na primeira prova.
Termino a análise da prova do Qatar com a referência a uma curiosidade. A média de idades dos pilotos que terminaram nos três primeiros lugares nem chega a tocar os 22 anos de idade. Impressionante! Só de pensar que estes rapazes atingem os 330 km/hora fico sem palavras.
Fechado o primeiro capítulo, no próximo dia 30 de Março irá disputar-se a ronda seguinte do
Campeonato do Mundo. O evento decorrerá em Jerez, Espanha, onde o público que adora este desporto vai ser um tónico para os guerreiros do asfalto continuarem a mostrar todo o seu valor.

Os resultados finais da classe de Motogp na prova decorrida no Qatar.
Em baixo, é possível ver um vídeo de uma manobra que os pilotos nos habituam cada vez mais. Aqui vai um grande e cheio de controlo “ powerslide “ de Marco Melandri.

FP